quarta-feira, 19 de maio de 2010

Compulsão por gordura funciona como vícios em cocaína e heroína

Estudo publicado pelo Scripps Research Institute, esta semana, no jornal Nature Neuroscience aponta que os mecanismos do corpo que geram vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos. Trata-se do receptor D2, neurotransmissor relacionado à percepção de prazer, como aquelas presentes na comida, sexo ou drogas.
A pesquisa foi realizada, durante três anos, com camundongos e demonstrou que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando. Essas regiões do cérebro respondem cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.
Os pesquisadores disseram que assim como o vício em cocaína, a compulsão por comidas gordurosas – como doces e frituras – é muito difícil de ser combatida. O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.
Texto: Cassiano Sampaio

terça-feira, 11 de maio de 2010

Exercício aeróbico aumenta número de alvéolos de ratos.


Uma pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP revela dados inéditos sobre os efeitos benéficos que os exercícios físicos trazem ao organismo. Ratos submetidos a um treinamento de 30 minutos por dia (2 vezes por dia) em esteira ergométrica, cinco vezes por semana, durante 10 semanas, apresentaram um aumento de 39% no número de alvéolos pulmonares.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Volta da creatina reacende polêmica


O primeiro medicamento de marca à base de creatina liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária chegou às farmácias esta semana, reativando uma polêmica que está apenas começando. Isso porque, além de vendida como remédio que precisa de receita, a Anvisa poderá em breve autorizar a comercialização da substância na categoria de suplemento alimentar para atletas, sem exigência de prescrição.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pesquisadores apontam alto consumo de bebidas açucaradas por jovens


Associada a graves complicações na saúde, a obesidade na adolescência tende a persistir na fase adulta e, dentre os fatores a ela relacionados, está o consumo de bebidas açucaradas. No Brasil, os dados mais recentes da Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o consumo de refrigerantes aumentou em até 400% na população entre os anos de 1975 e 2003. Com base nessa premissa, pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) avaliaram a associação entre o consumo de bebidas açucaradas e leite com o índice de massa corporal (IMC) em 1.423 estudantes, entre 9 e 16 anos, de escolas municipais e estaduais de Niterói.

“O consumo de refrigerantes e sucos representou cerca de 20% do total de energia média consumida diariamente”, afirmam os pesquisadores em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz. “O consumo de sucos pela população estudada representa fonte adicional e importante de calorias, além das provenientes dos refrigerantes, uma vez que 90% dos escolares reportaram o consumo de refrigerantes não dietéticos”.

Texto: Renata Moehlecke

domingo, 11 de abril de 2010

Só um lembrete do Quintana ...


'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira....
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.

Mário Quintana

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Entra em vigor a lei paulista de incentivo ao esporte


O governador do Estado de São Paulo, José Serra, sancionou a lei estadual de incentivo ao esporte que possibilita às empresas a obtenção de abatimentos no ICMS de até R$ 1 milhão para recursos destinados a projetos esportivos realizados no âmbito estadual.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Exercícios de musculação melhoram andar de mulheres idosas


A prática da musculação faz com que o andar de mulheres idosas fique mais parecido com o das jovens. Os resultados de um estudo que foi recentemente publicado na revista britânica Clinical Biomechanics podem, provavelmente, valer também para homens. A pesquisa foi feita por Leslie Persche, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em colaboração com Carlos Ugrinowitsch, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, e André Rodacki, da UFPR.

A pesquisa originou o projeto que estuda os efeitos de diferentes programas de atividade física relacionando-os à diminuição do risco de queda em idosos e envolveu mulheres com idade média de 61 anos.

sábado, 20 de março de 2010

Abuso de álcool entre idosos pode estar relacionado a problemas de saúde


Em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) investigaram a associação entre o risco de quedas e o consumo de bebidas alcoólicas em idosos de mais de 60 anos. O estudo contou com a participação de 432 pessoas moradoras da Região Metropolitana de São Paulo. Destas, 24,5% relataram tombos no último ano, relacionados ao uso de risco de álcool e a idade, sendo 45,2% das pessoas que caíram afirmaram serem consumidoras frequentes de álcool.

“Apesar do consumo de álcool ser comumente menor entre idosos quando comparado com pessoas mais jovens, suas consequências negativas podem ser altas, devido a mudanças próprias da idade”, comentam os pesquisadores. “Os idosos apresentam aumento de gordura corporal e redução de água, assim como uma diminuição do metabolismo hepático. Como consequência, os níveis de álcool no sangue elevam e a pessoa começa a experimentar efeitos adversos da ingestão de bebidas alcoólicas. Outro importante problema tem relação com o fato de que uma proporção considerável da população idosa está sob alguma forma de medicação com interação potencial com álcool”.

Os pesquisadores apontam que, mesmo sendo frequentes os problemas relacionados ao álcool no Brasil, a extensão dessas questões entre indivíduos de mais idade permanece desconhecida. “Os idosos são menos vulneráveis a acidentes de carro e brigas, mas são propensos a outras consequências, como quedas, já que a probabilidade destas ocorrerem em casa é maior”, afirmam os estudiosos. “Quedas são eventos comuns para os idosos, com um impacto em sua saúde física que pode resultar em uma série de incapacidades, incluindo o medo de cair”.

Os resultados da pesquisa indicaram que, em relação ao uso do álcool, 50,9% dos entrevistados nunca haviam feito uso, 25,5% não beberam no último ano e 23,4% consumiram bebidas alcoólicas. Entre os bebedores, 13,7% relataram uso de risco de álcool. Além disso, foram encontradas diferenças no consumo de álcool entre homens e mulheres. “A frequência de ser um consumidor regular foi maior entre homens (38%) do que em mulheres (17,5%) e somente homens relataram um consumo excessivo”, explicam os pesquisadores. “Houve também diferenças em relação ao contexto de consumo: 40% dos homens reportaram beber durante as refeições, enquanto somente 18,9% das mulheres reproduziram esse padrão”.

O artigo ainda destaca que o abuso de álcool entre os idosos pode trazer sérias consequências para a sua saúde e um considerável impacto no sistema de saúde. “Com o aumento da expectativa de vida, problemas de saúde entre pessoas mais velhas se tornaram relevantes”, dizem os pesquisadores. “É crucial não ignorar o uso de álcool pelos idosos. É igualmente importante que o tema receba a apropriada atenção não só em exames clínicos, mas também em agendas políticas e de pesquisa”.

Texto: Renata Moehlecke